29.10.05
Cinco minutos antes do programa Radar começar, o grupo Ío iria estrear uma nova formação - uma dupla, mais precisamente (tão em voga no cenário pop atual) chamada Í (Munir) e O (crosa) até por certa concisão física. Mas como o cinema nos ensina, veementemente e tranquilizadoramente, tudo se resolve nos últimos 10 segundos. Enquanto isto, a Laura estava perdida em alguma parte do trânsito da cidade tentando chegar na TVE. Começa o programa e o Munir revê, escondido das câmeras, a letra de Perseguidor; música que ele nunca cantou e faria seu debut a forceps. Mas tudo acaba bem quando termina bem e a Laura chegou a tempo de cantar sua música, apesar do retorno negar seu próprio nome, e gerar o tipo de tensão que torna-se saborosa depois que é só lembrança - mas, na hora... Fora isto, foi passado o vídeo "36 escadas", parte integrante do espetáculo SAÍDA DE EMERGÊNCIA (assim como todo repertório do dia). Este vídeo levantou algumas questões interessantes, como a relação da arte com a televisão (mesmo porque os vídeos do Grupo Ío se aproximam muito mais de arte e experimentalismo do que de vídeoclipes, por exemplo - este vídeo, inclusive, já participou de uma mosta de arte). O gelo seco fez sua estréia no Radar, dando aquele clima maravilhoso de todos acharem que algo errado aconteceu com a fiação elétrica - e a máquina quase foi vendida para o programa. O Munir manteve sua tradição de ser excessivamente espaçoso e de um humor questionável nos comentários sobre arte (o programa era focado na Bienal do Mercosul e na experiência de jovens secundaristas com a mesma), a Laura foi fiel ao seu estilo contemplativo salvo solicitação contrária, e o Crosa manteve o estilo kraftwerk do Brasil. Saldo final positivo.
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